Por que olhar por partes, sem antes compreender o
todo? Porque enxergar a deficiência, antes mesmo de saber mais sobre aqueles
que não andam, não enxergam ou não ouvem? Porque apontar o que o outro não pode
fazer, antes de perguntar o que ele tem a oferecer?
É espantoso como, nos tempos atuais as avaliações
das partes, são significativas, quando na realidade o que deve ser levado em
consideração é a potencialidade de cada pessoa, sua singularidade e habilidades
para viver com dignidade em uma sociedade que na maioria das vezes não consegue
enxergar o outro como ser humano, ao contrario, observa-se primeiro a deficiência,
mas para que isso seja mudado faz-se necessário
ter sensibilidade.
O que o senhor Palomar procurou, a princípio, foi
identificar as partes, construindo um modelo na mente e este era o mais
perfeito, lógico, geométrico possível. Na escola, muitas vezes planejamos o
impossível em busca da perfeição, mas quando nos deparamos com pessoas que
necessitam de atendimentos educacionais especializados, somos convidados a vivenciar,
a criar situações que favoreçam a aprendizagem com atendimentos na sala de
recursos multifuncionais.
Não é desafio da escolarização, é desafio da
sociedade que tem pessoas com habilidades que devem ser reconhecidas,
identificadas e aprimoradas na escola e fora dela. Sou eu e você, somos nós
construindo uma rede de atendimentos educacionais especializados que valorizem
as pessoas como são buscando compreendê-las para ampliar suas possibilidades.
Reconhecer as deficiências é tarefa da professora
de Atendimento Educacional Especializado para planejar ações pedagógicas que
facilitem a aprendizagem das pessoas com deficiência de forma que contemple a
especificidade de cada pessoa, pois a mesma deficiência pode apresentar-se de
forma diferente nas pessoas, por isso, é tão essencial o Plano de Atendimento
Educacional Especializado. Esse plano é único e flexível de sofrer alterações
durante a realização dos atendimentos.
Assim como o senhor Palomar, que em determinada época pensava que poderia coincidir modelo e realidade, podemos sim, flexibilizar modelos, estratégias adotadas para que a realidade tenha significado maior, de conjunto.
Ao padronizar e homogeneizar, a sociedade deixa de
lado a possibilidade de construir e reconstruir, de formar teias que
complementem as necessidades que todos nós temos. Reconhecer que todos temos
algo a oferecer e a partir daí construir caminhos de aprendizagem juntos é
nossa missão de educar!

Olá Socorro, atividade bem feita mas, pelo atraso, será diminuída sua nota. Abraços,
ResponderExcluirSandra.