sábado, 7 de setembro de 2013

Tecnologia assistiva-tesoura adaptada


 

Tecnologia Assistiva

Tesoura adaptada



 


 

Na educação infantil todas as crianças estão se desafiando no uso da tesoura. Alguns alunos possuem maior facilidade, outros ainda mostram dificuldades, mas todos estão orgulhosos de seus improvisos. Nesse caso, o aluno com deficiência física não é diferente e não poderá participar da atividade de recorte e colagem.

Nesse caso a percepção do professor ao conhecer o seu aluno e identificar a sua real necessidade, levando em considerarão a Deficiência, constrói uma tesoura diferente (adaptada) para que ele possa manejá-la com a habilidade que possui (fechar a mão ou bater a mão). O professor tanto pode encontrá-la como também construí-la, mas se ele ainda não consegue manejar simultaneamente a tesoura e o papel, nesse caso, muda-se a atividade, que de individual passa a ser coletiva: o grupo de alunos trabalha junto e um colega segura o papel, o outro usa a tesoura, o outro passa a cola e juntos fazem a colagem.

Entendemos e vivenciamos as dificuldades do dia a dia, percebemos que tudo é possível quando somamos os mesmos objetivos. A construção de materiais pedagógicos adaptados requer esforços de toda equipe pedagógica e família e assim o ensino/aprendizagem deve ser constante.

Deficiencia Física


Texto: Deficiência Física

 

De acordo com o Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira, no seu art. 4º encontramos a definição de deficiência física, como sendo uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

Para facilitar o processo de ensino aprendizagem do aluno com deficiência física e para que o mesmo possa acessar ao conhecimento escolar e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. É o Atendimento Educacional Especializado, oferecido na Rede Pública de Ensino, que deverá realizar uma seleção de recursos e técnicas adequados a cada tipo de comprometimento para o desempenho das atividades escolares. O objetivo é que o aluno tenha um atendimento especializado capaz de melhorar a sua comunicação e a sua mobilidade.

Sendo assim, o Atendimento Educacional Especializado faz uso da Tecnologia Assistiva direcionada à vida escolar do aluno com deficiência física, visando à inserção, inclusão e o mais importante, a permanência do mesmo na escola.

Segundo Bersch (2006, p. 2), a Tecnologia Assistiva, deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência. Assim, o Atendimento Educacional Especializado pode fazer uso das seguintes modalidades da Tecnologia Assistiva, visando à realização de tarefas acadêmicas e a adequação do espaço escolar.

No caso dos alunos com graves comprometimentos motores, que necessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos ou equipamentos médicos, faz-se necessário a presença de um acompanhante no período em que freqüenta a classe comum. São esses recursos humanos que possibilitam aos alunos com deficiência física a autonomia, a segurança e a comunicação, para que eles possam ser inseridos em turmas do ensino regular.

Partindo da leitura dos textos expostos nesta disciplina conclui que cada conceitos abordado, levou-me a perceber  que uma deficiência pode levar a diferentes graus de incapacidade, variando de uma total dependência a uma mínima limitação no desempenho funcional do sujeito, a ponto de não interferir em uma resposta adaptativa positiva ao meio em que vive.

A partir destas exposições, na abordagem em relação o aluno com deficiência física, é importante olhar para além da sua incapacidade e considerar os demais fatores interventores que interferem no desempenho de suas tarefas e papéis cotidianos. Posto que, além da deficiência em si e o grau de comprometimento nas capacidades individuais, há que se avaliarem também as condições sócio-econômicas e culturais, as oportunidades de acesso a estímulos e recursos, que são igualmente contributivos para o desempenho funcional do aluno.

Portanto, concluo que a deficiência necessariamente não está associada à dependência. É possível ter uma deficiência e ainda assim conquistar a autonomia e independência, uma vez que a participação social, o desempenho de tarefas e elevação de diferentes papéis, envolve muito mais que mobilidade, movimentos coordenados e habilidades funcionais.

 

A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.