Texto: Deficiência Física
De acordo com o Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira,
no seu art. 4º encontramos a definição de deficiência física, como sendo uma alteração completa ou parcial
de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da
função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia,
monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com
deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que
não produzam dificuldades para o desempenho de funções.
Para facilitar o processo de ensino aprendizagem do aluno
com deficiência física e para que o mesmo possa acessar ao conhecimento escolar
e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário criar as
condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. É o Atendimento
Educacional Especializado, oferecido na Rede Pública de Ensino, que deverá
realizar uma seleção de recursos e técnicas adequados a cada tipo de
comprometimento para o desempenho das atividades escolares. O objetivo é que o
aluno tenha um atendimento especializado capaz de melhorar a sua comunicação e
a sua mobilidade.
Sendo assim, o Atendimento Educacional Especializado faz
uso da Tecnologia Assistiva direcionada à vida escolar do aluno com deficiência
física, visando à inserção, inclusão e o mais importante, a permanência do
mesmo na escola.
Segundo Bersch (2006, p. 2), a Tecnologia Assistiva, deve ser entendida como um auxílio que promoverá
a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a
realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de
deficiência. Assim, o Atendimento Educacional Especializado pode fazer
uso das seguintes modalidades da Tecnologia Assistiva, visando à realização de
tarefas acadêmicas e a adequação do espaço escolar.
No caso dos alunos com graves comprometimentos motores,
que necessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos
ou equipamentos médicos, faz-se necessário a presença de um acompanhante no
período em que freqüenta a classe comum. São esses recursos humanos que
possibilitam aos alunos
com deficiência física a autonomia, a segurança e a comunicação, para que eles
possam ser inseridos em turmas do ensino regular.
Partindo da leitura dos textos expostos
nesta disciplina conclui que cada conceitos abordado, levou-me a perceber que uma deficiência pode levar a diferentes
graus de incapacidade, variando de uma total dependência a uma mínima limitação
no desempenho funcional do sujeito, a ponto de não interferir em uma resposta
adaptativa positiva ao meio em que vive.
A partir destas exposições, na abordagem em relação o
aluno com deficiência física, é importante olhar para além da sua incapacidade
e considerar os demais fatores interventores que interferem no desempenho de
suas tarefas e papéis cotidianos. Posto que, além da deficiência em si e o grau
de comprometimento nas capacidades individuais, há que se avaliarem também as
condições sócio-econômicas e culturais, as oportunidades de acesso a estímulos
e recursos, que são igualmente contributivos para o desempenho funcional do aluno.
Portanto, concluo que a deficiência necessariamente não
está associada à dependência. É possível ter uma deficiência e ainda assim
conquistar a autonomia e independência, uma vez que a participação social, o
desempenho de tarefas e elevação de diferentes papéis, envolve muito mais que
mobilidade, movimentos coordenados e habilidades funcionais.
A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e
não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres
para voar.
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