sábado, 7 de setembro de 2013

Deficiencia Física


Texto: Deficiência Física

 

De acordo com o Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira, no seu art. 4º encontramos a definição de deficiência física, como sendo uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

Para facilitar o processo de ensino aprendizagem do aluno com deficiência física e para que o mesmo possa acessar ao conhecimento escolar e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. É o Atendimento Educacional Especializado, oferecido na Rede Pública de Ensino, que deverá realizar uma seleção de recursos e técnicas adequados a cada tipo de comprometimento para o desempenho das atividades escolares. O objetivo é que o aluno tenha um atendimento especializado capaz de melhorar a sua comunicação e a sua mobilidade.

Sendo assim, o Atendimento Educacional Especializado faz uso da Tecnologia Assistiva direcionada à vida escolar do aluno com deficiência física, visando à inserção, inclusão e o mais importante, a permanência do mesmo na escola.

Segundo Bersch (2006, p. 2), a Tecnologia Assistiva, deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência. Assim, o Atendimento Educacional Especializado pode fazer uso das seguintes modalidades da Tecnologia Assistiva, visando à realização de tarefas acadêmicas e a adequação do espaço escolar.

No caso dos alunos com graves comprometimentos motores, que necessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos ou equipamentos médicos, faz-se necessário a presença de um acompanhante no período em que freqüenta a classe comum. São esses recursos humanos que possibilitam aos alunos com deficiência física a autonomia, a segurança e a comunicação, para que eles possam ser inseridos em turmas do ensino regular.

Partindo da leitura dos textos expostos nesta disciplina conclui que cada conceitos abordado, levou-me a perceber  que uma deficiência pode levar a diferentes graus de incapacidade, variando de uma total dependência a uma mínima limitação no desempenho funcional do sujeito, a ponto de não interferir em uma resposta adaptativa positiva ao meio em que vive.

A partir destas exposições, na abordagem em relação o aluno com deficiência física, é importante olhar para além da sua incapacidade e considerar os demais fatores interventores que interferem no desempenho de suas tarefas e papéis cotidianos. Posto que, além da deficiência em si e o grau de comprometimento nas capacidades individuais, há que se avaliarem também as condições sócio-econômicas e culturais, as oportunidades de acesso a estímulos e recursos, que são igualmente contributivos para o desempenho funcional do aluno.

Portanto, concluo que a deficiência necessariamente não está associada à dependência. É possível ter uma deficiência e ainda assim conquistar a autonomia e independência, uma vez que a participação social, o desempenho de tarefas e elevação de diferentes papéis, envolve muito mais que mobilidade, movimentos coordenados e habilidades funcionais.

 

A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.

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