Formas criativas para
estimular a mente de alunos com deficiência
O
professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de
raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los
De todas as experiências que surgem no caminho de quem
trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a
mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua
Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e,
para os alunos com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam
resolver os entraves do dia-a-dia.
Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual?
Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de
recurso e das regulares precisam compreender que tais diagnósticos são uma
pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para
aprender - e eles, para ensinar.
Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes.
Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar
atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo",
diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O ponto de partida deve ser
algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo
da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em
Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o
contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante
adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em
classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de
uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o
retângulo e o círculo.
A meta é que, sempre
que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do
grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele
perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, podem-se
aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria
sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de
forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza,
da Unicamp.
Parabéns Socorro pela postagem. São atividades como essa que podemos trabalhar as partes do corpo e a higiene pessoal, relacionando as atividades de vida diária da criança, para torná-la autônoma.
ResponderExcluir