quinta-feira, 28 de novembro de 2013

 
Convem salientar que a audiodvscrição tem como objetivo eliminar as barreiras atitudinais entre os indivíduos de nossa sociedade nos diversos ambientes de convivência cultural e social, por meio do estímulo de atividades coletivas de audiodescrição que envolvam a todos, sensibilizando e gerando uma tomada de consciência no que se refere à diversidade.


AUDIODESCRIÇÃO: Importancia na vida das pessoas com Deficiencia Visual

 

 

Ao falarmos em inclusão escolar, em escola inclusiva, a escola que recebe, acolhe e oferece oportunidades de aprendizagem para todos os alunos, alguns questionamentos ainda surgem, por exemplo, as ATIVIDADES ESCOLARES.

Como preparar atividades escolares que contemplem as ne­cessidades de todos os alunos? Como despertar a curiosidade, ampliar a visão de mundo, favorecer o acesso às informações a todos os alunos? São essas e outras perguntas que não nos deixam silenciar. Mas no mesmo instante que surgem as perguntas, rapidamente temos as respostas; AUDIODESCRIÇÃO.

A audio­descrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais (peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espe­táculos de dança), turísticos (passeios, visitas), esporti­vos (jogos, lutas, competições), acadêmicos (palestras, seminários, congressos, aulas, feiras de ciências, ex­perimentos científicos, histórias) e outros, por meio de informação sonora.

 A audiodescrição transforma o visual em verbal, criando possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, colaborando para a inclusão social, cultural e escolar. Além de contemplar as pessoas com deficiência visual, esse recurso expande também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e com dislexia. Para isso, são usados os mesmos equipamentos de tradução simultânea, fones de ouvi­do e receptores.

 Para que os  alunos com Deficiência Visual inseridos na sala de aula regular não fique alheio ao cotidiano escolar, o próprio professor pode descrever o univer­so imagético presente em sala de aula como ilustrações nos livros didáticos e livros de história, gráficos, mapas, vídeos, fotografias, experimentos científicos, desenhos, peças de teatro, passeios, feiras de ciências, visitas cul­turais, dentre outros, sem precisar de equipamentos para tal, mas ciente da importância de verbalizar aqui­lo que é visual, o que  contribuirá de maneira significativa para a aprendizagem de todos os alunos. Todos se beneficiam com o recurso, tanto aqueles que escutam como aque­les que fazem a audiodescrição, pois além do senso de observação, há uma ampliação do repertório e fluência verbais.

Não podemos esquecer que o uso da audiodescrição na escola permite a equiparação de oportunidades, o acesso ao mundo das imagens e a eliminação de barreiras comunicacionais.

 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Atividades que poderão favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual


                                                     BONECO ARTICULADO


Descrição:
As partes do corpo recortadas em cartolina: cabeça, pescoço, tronco, dois
braços, dois antebraços, duas mãos, duas coxas, duas pernas e dois pés. Para
juntar as partes fazendo as articulações, podem ser feitos furos com o furador de
papel e colocadas tachas, que se abrem depois e perfurar o papel. Outra alternativa
é furar as articulações com uma agulha grossa e barbante, e depois dar um nó de
cada lado do barbante.
Estimula
Noção do esquema corporal,
conscientização sobre as partes do corpo e
suas posições, habilidade manual

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição:


braços, dois antebraços, duas mãos, duas coxas, duas pernas e dois pés. Para

juntar as partes fazendo as articulações, podem ser feitos furos com o furador de

papel e colocadas tachas, que se abrem depois e perfurar o papel. Outra alternativa

é furar as articulações com uma agulha grossa e barbante, e depois dar um nó de

DEFICIENCIA INTELECTUAL


Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los
 
 

De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os alunos com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam compreender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar. 

Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).  O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo. 
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, podem-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp. 

sábado, 7 de setembro de 2013

Tecnologia assistiva-tesoura adaptada


 

Tecnologia Assistiva

Tesoura adaptada



 


 

Na educação infantil todas as crianças estão se desafiando no uso da tesoura. Alguns alunos possuem maior facilidade, outros ainda mostram dificuldades, mas todos estão orgulhosos de seus improvisos. Nesse caso, o aluno com deficiência física não é diferente e não poderá participar da atividade de recorte e colagem.

Nesse caso a percepção do professor ao conhecer o seu aluno e identificar a sua real necessidade, levando em considerarão a Deficiência, constrói uma tesoura diferente (adaptada) para que ele possa manejá-la com a habilidade que possui (fechar a mão ou bater a mão). O professor tanto pode encontrá-la como também construí-la, mas se ele ainda não consegue manejar simultaneamente a tesoura e o papel, nesse caso, muda-se a atividade, que de individual passa a ser coletiva: o grupo de alunos trabalha junto e um colega segura o papel, o outro usa a tesoura, o outro passa a cola e juntos fazem a colagem.

Entendemos e vivenciamos as dificuldades do dia a dia, percebemos que tudo é possível quando somamos os mesmos objetivos. A construção de materiais pedagógicos adaptados requer esforços de toda equipe pedagógica e família e assim o ensino/aprendizagem deve ser constante.

Deficiencia Física


Texto: Deficiência Física

 

De acordo com o Decreto nº 3.298 de 1999 da legislação brasileira, no seu art. 4º encontramos a definição de deficiência física, como sendo uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

Para facilitar o processo de ensino aprendizagem do aluno com deficiência física e para que o mesmo possa acessar ao conhecimento escolar e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. É o Atendimento Educacional Especializado, oferecido na Rede Pública de Ensino, que deverá realizar uma seleção de recursos e técnicas adequados a cada tipo de comprometimento para o desempenho das atividades escolares. O objetivo é que o aluno tenha um atendimento especializado capaz de melhorar a sua comunicação e a sua mobilidade.

Sendo assim, o Atendimento Educacional Especializado faz uso da Tecnologia Assistiva direcionada à vida escolar do aluno com deficiência física, visando à inserção, inclusão e o mais importante, a permanência do mesmo na escola.

Segundo Bersch (2006, p. 2), a Tecnologia Assistiva, deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência. Assim, o Atendimento Educacional Especializado pode fazer uso das seguintes modalidades da Tecnologia Assistiva, visando à realização de tarefas acadêmicas e a adequação do espaço escolar.

No caso dos alunos com graves comprometimentos motores, que necessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos ou equipamentos médicos, faz-se necessário a presença de um acompanhante no período em que freqüenta a classe comum. São esses recursos humanos que possibilitam aos alunos com deficiência física a autonomia, a segurança e a comunicação, para que eles possam ser inseridos em turmas do ensino regular.

Partindo da leitura dos textos expostos nesta disciplina conclui que cada conceitos abordado, levou-me a perceber  que uma deficiência pode levar a diferentes graus de incapacidade, variando de uma total dependência a uma mínima limitação no desempenho funcional do sujeito, a ponto de não interferir em uma resposta adaptativa positiva ao meio em que vive.

A partir destas exposições, na abordagem em relação o aluno com deficiência física, é importante olhar para além da sua incapacidade e considerar os demais fatores interventores que interferem no desempenho de suas tarefas e papéis cotidianos. Posto que, além da deficiência em si e o grau de comprometimento nas capacidades individuais, há que se avaliarem também as condições sócio-econômicas e culturais, as oportunidades de acesso a estímulos e recursos, que são igualmente contributivos para o desempenho funcional do aluno.

Portanto, concluo que a deficiência necessariamente não está associada à dependência. É possível ter uma deficiência e ainda assim conquistar a autonomia e independência, uma vez que a participação social, o desempenho de tarefas e elevação de diferentes papéis, envolve muito mais que mobilidade, movimentos coordenados e habilidades funcionais.

 

A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Função do professor de AEE


De acordo com a Resolução de № 436/2012, no Artigo 9˚, o professor de AEE tem a função de “identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos e de acessibilidade que diminuam as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as necessidades de cada um.

Ainda é função do professor de AEE desenvolver um trabalho que envolva todas as instâncias da escola, equipe diretiva e pedagógica, os professores da sala comum,  a família e principalmente os alunos da sala regular com os alunos atendidos na SRM. Nesse sentido o professor de AEE tem como principal objetivo despertar nos alunos estímulos indispensáveis ao pleno desenvolvimento, através de recursos pedagógicos, tecnológicos e educativos, contribuindo de forma significativa para a independência e autonomia de cada aluno.

  Após receber o aluno com deficiência o professor de  AEE deverá elaborar o   “estudo de caso”, onde irá elaborar algumas etapas como: apresentação, esclarecimento, identificação e resolução do problema e a última a elaboração do plano de AEE. O estudo de caso é de suma importância, pois contêm dados coletados em articulação com os professores da sala comum e demais pessoas envolvidas na vida do aluno. É impossível elaborar um plano de AEE sem um estudo de caso, eles estão interligados e são pilares para o desenvolvimento dos envolvidos no Atendimento Educacional Especializado.

É de competência também do professor de AEE a elaboração do plano juntamente com os demais professores do ensino regular, pois o plano de AEE é um documento importante para que a escola e a família acompanhe a trajetória percorrida pelo aluno. Nele deve conter estratégias funcionais buscando alternativas que potencialize o cognitivo, o emocional, o motor e o social do aluno. O plano deve ser elaborado a partir das informações reais contidas no estudo do caso e no relatório da avaliação, onde contém o contexto escolar do aluno.
               
Elaborar e executar o plano de AEE, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos educacionais e de acessibilidade (MEC/SEESP, 2009). Na execução do plano de AEE, o professor terá condições de saber se o recurso de acessibilidade proposto promove participação do aluno nas atividades escolares. O plano, portanto, deverá ser constantemente revisado e atualizado, buscando-se sempre o melhor para o aluno e considerando que cada um deve ser atendido em suas particularidades.

Vale ressaltar que tanto o estudo de caso como o plano de aula são essenciais para o professor de AEE desenvolver um trabalho que realmente tenha significado na vida do aluno.